Casal que viajou por 22 países dá dicas para volta ao mundo


Em 2014, a jornalista Nara Alves, 35, e o projetista Bernardo Teixeira, 32, abandonaram os empregos e colocaram as mochilas nas costas para desbravar o mundo. Durante 11 meses, o casal passou por 22 países da América do Norte, Ásia, Oceania, Oriente Médio e Europa.




Quando saíram de viagem, eram namorados. Como Nara morava em São Paulo, e Bernardo, em Belo Horizonte, se viam a cada 15 dias. Hoje, estão casados e vivem em Brasília. "A viagem nos transformou em marido e mulher. Aprendemos que qualquer lugar pode ser um lar", afirma Nara.


O país que mais os surpreendeu foi o Irã. "Para nós, os iranianos eram muçulmanos xiitas, radicais e intransigentes. Chegamos cheios de medo e, aos poucos, fomos sendo bem recebidos, acolhidos e bem tratados em todas as cidades, por todas as pessoas", diz.


Ela conta que os dois assistiram a uma peça de teatro em comemoração ao ano novo persa em um hotel de Shiraz, uma pequena cidade iraniana. "A gente não entendeu nada porque foi tudo falado em farsi, mas, no meio da peça, os atores, homens muçulmanos xiitas, entraram vestidos de mulher e dançaram a Macarena. Isso a gente entendeu!", ri.


NA PONTA DO LÁPIS


Para o casal, a principal dica para aproveitar mais e gastar menos é fazer um bom planejamento antes de se jogar no mundo. Assim que tomaram a decisão de viajar, eles marcaram a data de partida para dali um ano - tempo que usaram para guardar dinheiro e pesquisar sobre os destinos.

"Fizemos uma programação no Brasil, com todos os países, datas e estações do ano. No fim, muita coisa mudou, mas isso ajudou bastante. Balanceamos o roteiro de acordo com o preço de cada lugar", conta Nara.

O casal separou mais dias para ficar nos países mais baratos e cortou tempo nos mais caros. Por dia, gastaram cerca de US$ 50 cada um, dentro do orçamento previsto de US$ 26 mil.

Na Indonésia, o lugar com menor custo da viagem, passaram 21 dias, nas cidades de Seminyak, Ubud, Sanur, Gili Meno e Kuta. Em Gold Coast, na Austrália, onde a passagem de ônibus chegava a US$ 8 à época, ficaram apenas três. "Queremos voltar com mais dinheiro para aproveitar melhor o país, que é lindo. Conseguimos ver apenas a Grande Barreira de Corais", diz.


Ainda no Brasil, Nara e Bernardo também pesquisaram quais eram os vistos e vacinas necessários em cada parada. Ao longo da viagem, estudavam mais a fundo os próximos destinos.

Antes de ir ao Nepal, por exemplo, se informaram sobre quais trilhas no Himalaia seriam capazes de fazer e isso facilitou na hora de negociar com o guia. "É incrível como a viagem rende mais quando você vai bem informado sobre a cultura e logística do lugar", afirma a jornalista.


Na maioria dos países, os dois se hospedaram em hostels, em quartos coletivos ou individuais, dependendo do preço. Nos Estados Unidos e no Japão, ficaram em casas de parentes e, na Europa, usaram o Airbnb, site de aluguel de quartos, casas e apartamentos.

"Hotéis eram sempre a nossa última opção, porque não dá para cozinhar e se acaba gastando mais com alimentação. Para quem quer economizar ainda mais, minha dica é fazer couchsurfing [hospedar-se na casa de um morador local] e levar barraca", recomenda Nara.


Para guardar e organizar os momentos da viagem, ela usou um aplicativo de anotações chamado Evernote. Desse registro, surgiu um blog e, depois, o livro "66 Histórias de uma Volta ao Mundo" (O Viajante, 204 págs., R$ 32), que será lançado a partir das 19h desta segunda (5), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.


Via: http://www1.folha.uol.com.br/

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