7 perguntas básicas sobre viagens de volta ao mundo

Dar uma volta ao mundo é um sonho distante para muita gente. Mas e se a gente dissesse que essa ideia pode não ser assim tão inatingível?


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É claro que uma viagem desse tamanho exige um certo investimento de tempo e dinheiro. Mas, alguns anos atrás, descobrimos que a tal volta ao mundo era possível, mesmo para quem não tem tanta grana sobrando.



O resultado dessa viagem foi o 360meridianos, que começou como um diário de bordo e agora mistura histórias, dicas e reflexões para quem vive com o pé na estrada. Com essa experiência, vamos tentar responder às questões mais importantes que você deve se fazer quando pensa em dar uma volta ao mundo.


Devo largar tudo para viajar?

Não há resposta certa. Ok, parece um jeito de se esquivar da questão, mas a verdade é que largar tudo (família, curso, emprego) pode não ser a coisa mais prudente no mundo nesse momento. Se esse for o seu caso, aproveite mais os feriados e finais de semana, busque conhecer melhor sua cidade e sua região.

Assim você mata a vontade de viajar e vai treinando para quando vier um momento mais propício para cair no mundo. Agora, se você tem pouco a perder –um trabalho que não traz mais desafios ou um ciclo de vida chegando ao fim, por exemplo– dar essa guinada pode ser uma ótima maneira de inaugurar uma nova fase. Nós mesmos já largamos “tudo” para viajar. Várias vezes.



Quanto custa uma passagem de volta ao mundo?

Algumas empresas aéreas vendem bilhetes do tipo RTW (round the world), que são combos de vários trechos de passagem por 5 continentes. Um ticket desse custa cerca de US$ 4 mil, e você não precisará se preocupar muito com as passagens de um lugar para o outro, já que estará tudo incluso.

A outra alternativa, que pode te dar um pouco mais de liberdade mas que vai exigir um planejamento muito mais cuidadoso, é ir comprando trecho a trecho. De toda forma, você vai precisar pesquisar um pouquinho para saber qual é o gasto médio nos destinos que pretende visitar. Dá para achar essas tabelas na internet, e aí o cálculo fica mais fácil. No 360 nós explicamos como funciona a passagem de volta ao mundo.




Quanto custa uma passagem de volta ao mundo?

Há várias possibilidades: colocar à venda coisas que você não vai mais precisar nos próximos meses, fazer frilas, deixar um dinheiro rendendo na poupança. O que importa é assumir que os sonhos às vezes custam caro e não há vergonha nenhuma em fazer sacrifícios para realizá-los.

Repensar o jeito que você gasta seu dinheiro é geralmente o jeito mais fácil de economizar. Coloque na ponta do lápis e você vai perceber que aquele drinque a mais no fim de semana às vezes paga duas diárias num hostel no sudeste asiático. Jantar num restaurante na sua cidade pode custar menos que um ingresso de museu na Europa. Prioridades.




Como montar um roteiro de volta ao mundo?

Uma viagem de volta ao mundo pode levar 80 dias, um ano, ou a vida inteira. Na nossa volta ao mundo, gastamos 17 dias na Europa, visitamos Paris, Roma, Madrid e Londres e então fomos para a Índia. Lá, moramos 6 meses, 4 a trabalho, 2 viajando pelo país. Depois, foram 17 dias na Malásia, Nepal por 8 dias, Hong Kong por mais 8, Tailândia por 18, Cingapura por 5, Indonésia por 11 dias.

Aí, ficamos 11 dias na Nova Zelândia, 8 no Chile, e 9 no Peru. E não foi o suficiente para ver tudo. A principal consideração na hora de escolher os destinos é superar preconceitos e abraçar as diferenças. Qual é a graça de dar uma volta ao mundo e não ir a um canto perdido na Terra que pode te surpreender? Escolher os destinos pode ser uma parte muito divertida do planejamento. Convém estudar os contextos políticos atuais de cada lugar para evitar contratempos.




Como arrumar a mala para a viagem?

Dinheiro contado, passagens compradas, destinos escolhidos, e agora? Como é possível fazer caber tudo o que você vai levar em poucos volumes de bagagem? A regra básica para organizar a mala para uma viagem longa é que não faz diferença se você vai viajar por um ano ou um mês, a quantidade de roupas que você vai levar é a mesma e, na nossa opinião, deve ser o equivalente para 15 dias. Simples assim. Em todo lugar do mundo tem máquina de lavar – ela será sua grande companheira de tempos em tempos, assim como costuma ser enquanto você está em casa.




E agora, o que falta?

Bastante coisa. Não deixe de checar e confirmar quais destinos exigem vistos ou outros documentos, como comprovantes de vacinação. Na estrada, é muito mais difícil lidar com burocracias. É preciso ir atrás de uma agência de seguros que ofereça um plano que cobre todo o período da sua viagem.

Depois, é necessário se preparar para imprevistos financeiros e descobrir as maneiras mais fáceis de receber dinheiro de emergência no exterior. E também tem os planejamentos divertidos. Como quer registrar sua viagem? Talvez valha a pena comprar uma nova câmera, ou um (ou vários) caderninhos para anotar as melhores histórias. Ou, quem sabe, criar um blog! Tudo isso leva um tempinho, mas todo esforço vale a pena.



Via: Rafael Sette Câmara


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